O Defold 1.13.1 já está disponível com uma atualização concentrada em iluminação, ferramentas de editor e integração com fluxos externos. A versão introduz componentes de luz próprios para cenas 2D e 3D, amplia o que pode ser construído com scripts do editor e melhora pontos importantes da rotina de produção, como suporte a controles, carregamento de coleções e tempo de build.
Luzes passam a ser componentes do projeto
A principal novidade é a chegada de quatro tipos de luz: ambiente, direcional, pontual e spot. Esses recursos podem ser adicionados a objetos e configurados diretamente no editor, com controles de posição, direção, alcance, cor, intensidade e ângulos do cone.
A API /preview permite que ferramentas externas solicitem uma imagem PNG da cena diretamente ao editor do Defold.
O motor reúne as luzes ativas em um LightBuffer e entrega os dados automaticamente a shaders compatíveis. A abordagem preserva a flexibilidade do pipeline de renderização: o projeto pode usar os materiais iluminados fornecidos pelo Defold, adaptar os auxiliares existentes ou implementar um modelo próprio. Os mesmos dados também podem alimentar materiais de sprites, tilemaps e efeitos de partículas, abrindo espaço para iluminação dinâmica em jogos 2D.

Instancing chega aos modelos com morph targets
A versão também permite usar GPU instancing em modelos que tenham morph targets. Pesos diferentes podem ser enviados por instância, o que ajuda a renderizar várias cópias do mesmo modelo com expressões ou deformações distintas. O recurso pode ser aplicado, por exemplo, em multidões e vegetação que compartilham malha e material, mas precisam variar visualmente.

Editor ganha novas portas para automação
Os scripts do editor passam a criar ferramentas mais completas, com diálogos não modais e redimensionáveis, abas, novos estados de interface e leitura de imagens. Eles também podem consultar a visualização ativa, verificar alterações não salvas e acionar a atualização de bibliotecas.
A API HTTP do editor recebeu os endpoints /ref e /preview. O primeiro expõe referências da API em execução; o segundo renderiza cenas do projeto e devolve imagens PNG. Com isso, ferramentas externas podem consultar documentação, modificar conteúdo e pedir uma prévia visual dentro de um fluxo automatizado. O editor ainda registra suas instalações em um arquivo conhecido pelo sistema, facilitando a descoberta por IDEs, launchers e ferramentas de linha de comando.

Builds mais rápidos e controles mais compatíveis
Segundo o anúncio, builds quentes chegaram a ficar até 19% mais rápidos no projeto usado nos testes da equipe. O resultado varia conforme hardware e conteúdo, mas a mudança mira diretamente o tempo de iteração em projetos grandes.

A compatibilidade com gamepads foi ampliada com o banco de mapeamentos do SDL, ativado por padrão. O Defold tenta primeiro identificar o controle pelo GUID e mantém o sistema anterior como alternativa. A atualização também adota tela cheia sem bordas como padrão no desktop, adiciona carregamento assíncrono de coleções por collectionproxy.load() e oferece uma nova API C para requisições HTTP em extensões nativas.
Outros ajustes incluem arquivos de recursos acima de 4 GiB, melhorias no áudio HTML5 e na decodificação Ogg/Vorbis, busca difusa por símbolos no editor e um backend Metal experimental para builds locais do motor.

Atenção antes de atualizar
Projetos existentes devem revisar as notas de migração, principalmente os casos que usam Info.plist personalizado para iOS ou macOS. Também vale testar o comportamento de tela cheia, mapeamentos de controles, shaders que consomem LightBuffer e os alvos gráficos antigos, já que os novos componentes de luz não funcionam em WebGL 1 ou OpenGL ES 2.

O Defold 1.13.1 combina recursos visuais com melhorias de infraestrutura. Para equipes que mantêm ferramentas próprias ou projetos maiores, a expansão das APIs e a redução no tempo de build podem ser tão relevantes quanto o novo sistema de iluminação.
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Fonte: Defold
