Ali Mirsaidi, parceiro do escritório Perkins Coie, faz um panorama das complexidades que envolvem o uso de IA generativa na produção de jogos, destacando impactos legais e de imagem para estúdios e editoras.
Em 2025, um em cada cinco jogos lançados no Steam divulgou uso de IA generativa, segundo levantamento citado na análise, o que mostra que a tecnologia já está integrada em fluxos de trabalho e tende a crescer devido à promessa de acelerar iteração e reduzir custos em produções cada vez mais caras.
Os riscos vão além da reputação: IP e regulação permanecem incertos, criando exposição jurídica para quem adota essas ferramentas. Mirsaidi aponta que disputas sobre uso de obras de artistas em treinamentos de modelos e questões de direito autoral podem levar anos até serem resolvidas por tribunais e reguladores, enquanto a opinião pública reage rapidamente a controvérsias.
Onde a IA entra na produção
A posição da IA no pipeline importa para o nível de risco. Em áreas como codificação e fluxos de backend — usos menos visíveis ao público — as preocupações reputacionais são mais fáceis de gerir, enquanto aplicações que afetam ativos criativos e arte podem gerar maior reação da comunidade e questões de conformidade.
O conselho prático trazido pela análise é que estúdios pesem benefícios e riscos e adotem medidas de mitigação agora, em vez de aguardar definições legais. Tomar medidas proativas é apontado como a melhor estratégia para evitar prejuízos de imagem e litígios futuros.
Fontes: GamesIndustry.biz
