DJI entrou com uma petição junto ao Tribunal de Apelações do Nono Circuito em 20 de fevereiro de 2026 para tentar anular a decisão da Federal Communications Commission que colocou a fabricante na Covered List e resultou na proibição de importação em vigor desde 23 de dezembro de 2025.
Na petição, a empresa argumenta que a FCC excedeu sua autoridade estatutária, falhou em observar procedimentos legais e violou a Quinta Emenda, e pede que a corte declare a decisão ilegal, a anule e a suspenda.
A FCC justificou a medida afirmando que “criminosos, atores estrangeiros hostis e terroristas podem usar [drones] para apresentar novas e sérias ameaças à nossa pátria.” A agência também concedeu isenções limitadas para alguns drones estrangeiros e para componentes críticos vindos de fabricantes como Sony, Panasonic e Samsung, mas não isentou drones ou peças fabricadas na China. A DJI disse ter solicitado auditorias de seus dispositivos várias vezes sem sucesso.
Em comunicado compartilhado com a Bloomberg, a empresa afirmou que “apesar de repetidas tentativas de dialogar com o governo, a DJI nunca teve a chance de fornecer informações para abordar ou refutar quaisquer preocupações.” Em declaração à Reuters, afirmou ainda que a decisão “restringe descuidadamente os negócios da DJI nos EUA e nega sumariamente aos clientes americanos o acesso à sua tecnologia mais recente.” A empresa também busca retirar seu nome da lista do Departamento de Defesa dos EUA.
Fontes: Ars Technica
