Nova York processa Valve por loot boxes consideradas jogo de azar

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, processou a Valve, acusando que os sistemas de loot box da empresa configuram promoção ilegal de jogos de azar. O processo pede que a empresa seja impedida de promover esses recursos em jogos como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2, que devolva ganhos obtidos de forma indevida e pague multas.

De acordo com a ação, usuários compram chaves por $2,49 mais impostos para abrir caixas que entregam itens virtuais aleatórios; muitas vezes os itens recebidos têm valor inferior ao gasto na chave. O documento também afirma que a Valve abriu mercado para comercialização desses itens na Steam Community Market e em plataformas terceirizadas, e que a empresa faturou dezenas de milhões de dólares com a venda de chaves a residentes de Nova York, além de comissões sobre vendas de itens.

O processo descreve o modelo de loot box como semelhante a máquinas caça-níqueis e diz que o sistema é particularmente nocivo por ser popular entre crianças e adolescentes. O texto cita ainda que itens raros obtidos em caixas podem valer “milhares de dólares” em mercados secundários.

A matéria informa que a ação busca, entre outras medidas, a proibição permanente da promoção dos recursos de aposta, a restituição de valores e aplicação de sanções financeiras. A Valve não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.

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Fontes: The Verge

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