Em meio a um mercado de GPUs ainda pressionado por oferta e demanda, a Nvidia decidiu frear seus próximos passos no segmento gamer. Um novo relatório aponta que a atualização “Super” da família RTX 50 não chega no ritmo esperado e que a próxima geração pode escorregar além do calendário original.
A mudança reforça a prioridade atual da empresa: acelerar a produção de chips voltados a IA, mesmo que isso deixe jogadores e integradores com menos opções de upgrade no curto prazo.
Foco em IA e escassez de memória mexem no cronograma
Segundo o The Verge, a Nvidia adiou o refresh RTX 50 Super, que era aguardado para o ciclo de anúncios da CES 2026. A publicação atribui a decisão a uma combinação de fatores, incluindo a priorização de hardware para IA e um cenário de escassez global de RAM, que afeta planejamento, custos e disponibilidade de componentes para placas de vídeo voltadas a games.
O impacto pode ir além da linha atual. Ainda de acordo com o The Verge, o mesmo contexto de oferta pode empurrar a série RTX 60, originalmente projetada para entrar em produção no fim de 2027, para 2028 ou mais tarde, caso o abastecimento não normalize. Para o consumidor, isso significa uma janela maior entre saltos geracionais e uma tendência de permanência de preços elevados em modelos disputados.
A Nvidia adiou sua atualização RTX 50 Super e pode ver a série RTX 60 escorregar para depois de 2027, diz o relatório.
Na prática, um adiamento do refresh “Super” reduz a chance de quedas naturais de preço em modelos intermediários e limita alternativas para quem está esperando um “meio termo” entre uma geração e outra. Também aumenta a dependência do mercado de usadas, que tende a oscilar conforme disponibilidade e lançamentos concorrentes.
Com chips de IA no centro da estratégia, a prioridade de produção muda — e as GPUs de jogos ficam em segundo plano.
Conclusão: se o cenário se confirmar, 2026 deve ser um ano de upgrades mais cautelosos, com usuários ponderando melhor custo por desempenho e tempo de espera antes de trocar de placa.
