A Hiro Capital lançou o braço consultivo Hiro Advisory há 18 meses e já facilitou que The Chinese Room e a Bulkhead Interactive voltassem à independência. A gestora diz ver “uma nova onda de empresas” aproveitando equipes consolidadas e propriedades intelectuais na Europa, enquanto regulamentações limitam o investimento dos EUA.
Mike McGarvey, executivo com passagens por Eidos, OnLive e Testronic, afirma que o mercado mudou do ciclo de consolidação para um cenário de fragmentação, com demissões e mudanças de estratégia que deixaram profissionais disponíveis para formar novos estúdios.
“Estamos começando a ver um monte de talentos excelentes saindo dessas grandes corporações e formando novos estúdios,” McGarvey explica.
A Hiro Advisory atuou diretamente nas operações de independência: no caso de The Chinese Room, o estúdio estava prestes a ser vendido quando integrantes do mercado alertaram Spike Laurie, que interveio para trabalhar com a gestão local, incluindo o diretor do estúdio Ed Daly, e estruturar a saída do grupo Sumo para que o estúdio voltasse a ser independente.

No caso da Bulkhead, McGarvey atribui a mudança às prioridades da Tencent após uma onda de investimentos pós‑COVID: o estúdio acabou ficando pequeno em comparação com outras companhias no portfólio da Tencent, incluindo a controladora Splash Damage. “De repente, eles não estão recebendo foco suficiente, apoio e todas as outras coisas de que precisam como estúdio menor,” diz McGarvey, e a alteração de estratégia abriu espaço para reestruturar a empresa como independente.
Ambas as operações foram apresentadas como retornos de empresas fundadas no Reino Unido a controlo britânico, e Hiro Capital afirma estar otimista quanto ao financiamento para estúdios no Reino Unido e na UE, acreditando que a região pode ver um crescimento sustentado de novos estúdios e de exploração de IP.
Fontes: GamesIndustry.biz
